A era digital mudou a forma como interagimos com o mundo real. Enquanto a Internet das Coisas (IoT) ainda faz parte de um futuro próximo, outras já estão implementadas e em pleno funcionamento. Este é o caso das moedas digitais.

 

Os jovens, conhecidos como Millennials, já estão mais habituados à compra e venda de produtos e serviços que se utilizam das moedas digitais para serem transacionados. Mas aqueles que não fazem parte dessa geração ainda têm dificuldades para se adaptar a esse novo formato de “dinheiro”, que usa criptografia para controlar a transferência de valores, sem a necessidade de uma autoridade chanceladora de documentos.

 

A utilização de um dinheiro descentralizado e eletrônico é um dos meios de compra oferecidos pelas desenvolvedoras ou produtoras de games em seus jogos, sobretudo, em razão de facilitar as transações financeiras. Este é o caso, por exemplo, da “Fifa Coin” para o universo de games da FIFA ou da “Riot Point” para o League of Legends.

 

Além de universalizar, as moedas virtuais também são as responsáveis, em grande parte, pelo aumento do volume de transações financeiras nos games, já que são totalmente inclusivas. Antes, boa parte das lojas virtuais só aceitavam cartões de crédito como forma de pagamento, porém atualmente os serviços de carteira digital aumentaram seus limites.

 

Imaginem como seria se as empresas de games e todos os stakeholders trabalhassem com as moedas de forma regionalizada? Certamente uma única moeda diminui, e muito, as barreiras comerciais.

 

A primeira moeda digital a se consagrar foi a Bitcoin e hoje sua cotação já chegou a ser mais alta que a do ouro. Há ainda, outras moedas no mercado, como é o caso da Ether. Sem dúvida estamos diante de uma disruptura!

 

O jovem antenado está aberto a novas tecnologias e disposto a experimentá-las. Trata-se de uma quebra de paradigma que a geração passada, apesar dos esforços, não consegue acompanhar. No entanto, méritos devem ser dados à geração passada que cedeu seus ombros para que os jovens de hoje subissem neles e pudessem enxergar mais longe.

 

Danilo Salgueiro e Daniela Vendramini – idealizadores do GBIZ, primeiro evento focado em negócios para games no Brasil.