O Rugby é um jogo que combina estratégia, força e habilidade para conquistar o território do adversário. Sua origem vem desde a época medieval, quando era praticado com poucas regras e dezenas de pessoas de cada lado.

Com o crescimento da prática do esporte, notou-se a ocorrência de exageros e violações das regras do jogo pelos praticantes. Para haver uma contenção dessas infrações e manutenção dos valores do esporte, por volta da década de 30, veteranos que praticavam o esporte no Brasil decidiram por se reunir e julgar os atos desses praticantes. Os julgamentos eram conduzidos e as penas aplicadas de acordo com fundamento nos Costumes da época e na Rugby Laws.

Em suas decisões, o Tribunal aplicava sanções que afastavam os praticantes por alguns jogos. Há relatos de que estas sanções eram bastante rígidas, algo com certeza herdado dos ingleses.

Tal como a evolução das regras do Rugby e de sua organização, o modelo acima se sustentou apenas até a década de 50, sendo que nesta época os praticantes já questionavam a efetividade, o poder coercitivo das decisões que lhe eram aplicadas, a aplicação das penas excessivamente rigorosas e a falta de critérios utilizados para aplicar as condutas.

Dessa forma, teve início uma longa discussão em prol do desenvolvimento de um Tribunal Desportivo de Rugby.
Antes de prosseguir, é importante discorrer de forma breve, sobre a atual organização da justiça desportiva brasileira para que possamos entender as evoluções ora traçadas.

O Código Brasileiro de Justiça Desportiva foi aprovado em 2003, alterado em 2006 e reformado em 2009 pela Resolução CNE nº de 12/2009. No modelo atual, temos os Tribunais de Justiça Desportiva, ligados a uma entidade de administração de desporto regional, e os Superiores Tribunais de Justiça Desportiva, ligados a uma entidade de administração de desporto nacional. Cada um dos Tribunais conta com Comissões Disciplinares e o Pleno, que funciona em grau de recurso. A Competência é definida pelas infrações disciplinares ocorridas em Campeonatos organizados pelas respectivas entidades de administração do desporto.

A Associação Brasileira de Rugby – ABR, antiga URB e atual CBRu, possuía uma comissão de veteranos que julgavam os casos de indisciplina. Buscando parâmetros, a ABR aprovou o Código Desportivo de Rugby – CDR, que foi desenvolvido de acordo com os Códigos para a modalidade Português e Francês. Com o advento deste Código a partir de 1988 houve a criação da primeira Comissão Disciplinar.

Após alguns anos, a Comissão Disciplinar foi desfeita e os Presidentes dos Clubes se reuniam e julgavam com base no CDR, até que, no ano de 2010, a administração de desporto nacional do rugby, que é a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), constituiu o Superior Tribunal de Justiça Desportiva e uma Comissão Disciplinar para julgar infrações cometidas no âmbito dos campeonatos organizados por ela, com base no Código Desportivo do Rugby.

Em fevereiro de 2013, foi criada a Comissão Disciplinar da Liga Paulista de Rugby do Interior do Estado de São Paulo – CD LIPAR, a qual também julgava com base no Código Desportivo de Rugby. A Comissão Disciplinar durou apenas até abril de 2013, pois a Liga não estava regularizada.

Para dar continuidade aos trabalhos, os membros da CD LIPAR julgavam como se fizessem parte da Comissão Disciplinar da Federação Paulista de Rugby – CD FPR. Esta situação durou até 22 de agosto de 2013, quando a Federação Paulista de Rugby realizou uma Assembleia Geral Extraordinária onde criou o Tribunal de Justiça Desportiva para o Rugby no Estado de São Paulo – TJDRu-SP. Neste mesmo dia, houve a posse dos membros e os componentes das Comissões Disciplinares foram indicados.

Constituído o TJDRu-SP ainda advieram muitas mudanças. Em março de 2014 restou decidido que as decisões do Tribunal seriam publicadas na página oficial do Facebook, observando, assim, o princípio da publicidade.

No final do ano de dezembro de 2014 houve mais uma mudança importante, que foi a substituição do CDR pelo Código Brasileiro De Justiça Desportiva De Rugby – CBJDRu, aprovado em Assembleia Geral Extraordinária convocada pela CBRu.

O TJDRu-SP, atualmente está em plena atividade e destaca-se como exemplo aos demais tribunais desportivos pela integridade dos seus membros e agilidade nas decisões, além de ter uma Procuradoria atuante e imparcial no uso das suas atribuições.

Escritores Colaboradores Homenagens
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Rodrigo Torturelli Iglesias Sérgio Rogério Cesário Costa Alberto Tchauer
Andréas Maximilian Hittmair
Anthony Davies
Antônio Gorius Filho
Aubrey Friedman
Bernard Higgins
Bruno Nerici
Carim Saad
Carlos Falk
Carolina Danieli Zullo
Celso Coccaro
Cesar Alves
Christino Squassoni
Cláudio Buso
Danniel Springer Molliet
Dannyel Molliet
Diego Abrantes
Diego Padilla
Diego Ramos
Écio Perin
Eduardo Cotta
Ernani Teixeira R. Júnior
Fabio Carvalhaes Rodrigues de Oliveira;
Fábio Maris de Oliveira
Fernando Portugal
Flávio Fernandes de Campos
Geancarlo Caruso
Guilherme Martorelli
Hélio Kiessling
Hugo Freitas
Ian Pacey
Ilma Santos
Jairo Pastorelli
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Leonardo Andreotti Oliveira
Leonardo Laporta Costa
Luiz Mourão
Marcello Antônio Fiore
Márcio Dualibi
Marco Palanti
Marisa Lombello
Maurício Villela Machado
Murilo Casanova Peres
Natasha Olsen
Octavio Moura Andrade
Odilon Cenamo
Olyntho de Lima Dantas
Pamela Pedro
Patrick Pavan
Paulo Solano
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Ricardo Rammuno
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Roberto Calimério
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Túlio Cohn
Vincenzo Inglese
Vinícius Augusto de Sá Vieira
Vitor Reis
Waldo Hoffmann
Walter Salome