Em homenagem ao mês das mulheres, a Machado Alves Advogados lança luz sobre a presença feminina no universo esportivo e como, apesar deste cenário apresentar mudanças relevantes, ainda há um longo caminho a ser percorrido na conquista pelos seus direitos.

A prática de esportes por mulheres chegou a ser proibida no Brasil (artigo 54 Decreto-Lei nº 3.199/41), na era Getúlio Vargas. A justificativa? Que os esportes podiam interferir na saúde feminina e na beleza da mulher. Havia um grande receio de que elas fugissem aos “padrões”.

O Decreto foi revogado na década de 1940 e, embora tenham se passado quase 50 anos, as mulheres ainda sofrem para se inserir nos esportes em geral – não só como atletas, mas também em cargos de direção.

No mundo do futebol, os times femininos da modalidade estão recebendo incentivos para que seu crescimento seja promovido. De acordo com a Conmebol, mais de 30 milhões de mulheres de todas as idades praticam o esporte hoje.

A perspectiva é de que se veja maior crescimento a partir de algumas medidas lançadas, como é caso da obrigatoriedade dos clubes em manter equipes femininas para disputar a Libertadores. A Conmebol estabeleceu um prazo de dois anos para que eles possam se adaptar à nova determinação.

No eSport, ou esporte eletrônico, a realidade não é diferente: quase não se veem equipes femininas, muito menos equipes mistas.

Para nós, da Machado Alves Advogados, novas modalidades esportivas deveriam sofrer menos discriminação entre gêneros e promover uma atmosfera mais inclusiva. Acreditamos que, seja qual for o esporte que escolham praticar, as mulheres precisam de mais apoio, maior investimento na carreira e medidas diferenciadas que permitam a elas conquistar seu espaço nesse contexto em definitivo.