Curiosidades do doping!

Entenda a relação entre o maior escândalo do ciclismo e a criação da Agência Mundial Antidoping. E, além disso, o papel da Agência no combate ao doping.

 

Antes de surgir uma definição a respeito do que seria doping, bem como uma sanção pela utilização de métodos e substâncias proibidas, os praticantes dos esportes utilizavam diversas formas de experimentar uma melhora na sua performance e nas técnicas esportivas. Essa experimentação não era considerada doping, uma vez que não existia nenhuma previsão específica em Códigos. Na verdade, era vista com bons olhos, na medida que era compreendida como a utilização da ciência em nome do progresso!

O doping começou a ser condenado pelos envolvidos no esporte apenas na década de 60. Para se ter uma ideia, somente no ano de 1963, foi realizado o primeiro Simpósio em Uriage-les-Bains, na França, para se discutir uma definição sobre o tema. Nesta época, a questão já estava se tornando um problema ético e um ponto de preocupação com relação a saúde dos atletas.

Contudo, somente após o escândalo com a equipe Festina de ciclismo na competição Tour de France no ano de 1998, que o Comitê Olímpico Internacional organizou a primeira Conferência Mundial sobre Doping no Esporte. Nesta altura, já estavam decididos a criar uma organização internacional responsável pelo monitoramento e combate ao doping. E assim, no ano de 1999, criaram a Agência Mundial Antidoping, cuja siga em inglês é WADA.

A WADA é o regulador mundial do antidoping. Por conta disso, emite normas que governam o antidoping em todos os esportes no mundo, bem como acompanha o trabalho de combate realizado pelos signatários do código, tais como: federações internacionais e organizações. Ademais, também criam programas de prevenção, os quais são disponibilizados aos seus parceiros. Como órgão regulador, não possui poderes para punir ou sancionar os que violam as normas. Deste modo, uma vez identificada a presença de substância proibida no organismo do indivíduo, as informações são remetidas a federação da modalidade para que tomem as medidas punitivas.

Com efeito, o doping passou a ser definido pelo código como uma ou mais violações as regras nele previstas. Para não ficar exaustivo a citação de todas as regras, nos limitamos a dizer que doping é a utilização de substâncias ou métodos capazes de melhorar artificialmente o desempenho esportivo dos atletas. Este conceito é fruto de uma processo histórico-social, que foi crucial para a estabilização das normas.

O Código Mundial Antidopagem é o resultado de um acordo entre diversas federações esportivas, países e envolvidos de diferentes práticas. Com este Código foi possível harmonizar as normas do doping no esporte, embora cada país ainda tenha seu próprio sistema legal.

Realizada algumas considerações sobre o tema, resta dizer que a WADA coordena a prevenção ao doping e a insere em uma estrutura legal. O seu trabalho em termos de prevenção, repressão e de pesquisa facilita a luta contra a utilização de métodos e substâncias proibidas. Desta forma, sua atuação traz para o esporte a igualdade de todos nas competições!